25 de abril de 2017

Nota de repúdio ao massacre de Colniza

Os trabalhadores e trabalhadores do Campo e Cidade, que formam o COLETIVO ESTADUAL DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E SINDICAIS DO CAMPO de  Goiás, REPUDIAM severamente o MASSACRE CONTRA O POVO DE COLNIZA, ocorrido recentemente no nosso vizinho estado do Mato Grosso, com a morte de 9 pessoas, e solidariza com as famílias da vítimas do massacre.
Os conflitos na região é do conhecimento do INCRA e das autoridades policiais, como também o acirramento dos interesses de garimpeiros, grileiros, madeireiros e mineradoras e com isso, os mais   penalizados são as famílias de posseiros agricultores familiares.
Os conflitos são datados de 2005, mas em 2014 um casal de  trabalhadores/sindicalistas do Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras rurais, já tinha denunciado ao ouvidor Agrário Nacional do INCRA da presença de grupos armados “capangas” a serviços dos poderosos. Dias depois das denúncias o casal foi assassinado.
Agora temos a morte de nove pessoas na colônia de Colniza, na região noroeste do estado do Mato Grosso, divisa com Rondônia.
A falta de regularização dos assentamentos, também causou a morte de um trabalhador rural no na região do Vale do Rio Doce em Minas Gerais, que foi brutalmente assassinado com dez tiros.
O massacre de COLNIZA e a violência contra os trabalhadores em todo Brasil,  mostram o desaparelhamento do estado brasileiro, promovido pelo governo ilegítimo do Michel Temer, causando o processo de criminalização dos movimentos do campo, como também reforçando o distanciamento do  Poder Judiciário que sempre é contrário aos  trabalhadores trabalhadoras.
Não vamos admitir essa situação, vamos dar um BASTA na violência no campo e nas cidades. Trabalhadores e trabalhadoras do campo são responsáveis pela produção de alimentos para nossas mesas.  Nós, das entidades subscritas nesse documento, vamos lutar para BARRAR toda violência. O massacre de Colniza e o brutal assassinato em Minas Gerais, precisam ser apurados, o estado brasileiro precisa fazer sua obrigação, monitorando as regiões de conflitos e desarmando pistoleiros, o Incra  precisa resolver definitivamente a situação de titularização e regularização agrária das famílias que   precisam de condições de mobilidade e crédito para produção de alimentos.
MASSACRE NUNCA MAIS! Fim da violência no CAMPO e punição mandantes e executores dos crimes.
Assinam:
MCP, FETRAF, FETAEG, FETAER, CUT,  CPT, MST, TERRA LIVRE, Mandato do Deputado RUBENS OTONI, SINDSAÚDE.
Goiânia, 24 de abril de 2017.

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